Faça sua própria composteira!

Nesta parte do circuito da compostagem vamos ensinar como fazer sua própria composteira doméstica. Como as possibilidades são muitas, serão apresentadas algumas opções para que você escolha a que melhor se adapte à sua realidade.

Inicialmente vamos ensinar a construir dois modelos diferentes de composteiras utilizando garrafas PET, que pelo pequeno porte funcionam mais como experimentos caseiros. O primeiro modelo é bem simples e utiliza apenas uma garrafa e o segundo utiliza duas garrafas e possui um coletor de biochorume.

Em seguida, mostraremos algumas opções de maior porte que podem ajudar a reduzir muito a quantidade de resíduo orgânico descartada junto com o lixo comum, possibilitando a integração da compostagem na rotina doméstica. É importante adiantar que, independentemente do método escolhido, a separação dos restos orgânicos já deve começar na cozinha, utilizando potes com tampa que podem ficar em cima ou embaixo da pia. Potes de sorvete, por exemplo, são ótimos para fazer essa separação.

As duas alternativas de maior porte que ensinaremos aqui serão a compostagem feita diretamente no chão e a construção de uma composteira com baldes plásticos.

Escolha uma das opções abaixo e aprenda como fazer compostagem na sua casa. Cada link contém um passo a passo para montar a composteira, além de fotos mostrando o acompanhamento diário do processo de compostagem! As mini-composteiras serão acompanhadas por apenas 30 dias pois têm como objetivo apenas permitir a visualização da decomposição inicial da matéria orgânica, que pode ser mistura à terra em vasos ou diretamente no chão. As composteiras de maior porte devem ser capazes de realizar o processo completo, passando por todas as suas fases, até a maturação do composto.

Iniciado em 17/07 e finalizado em 15/08/2020.

2. Composteira com duas garrafas PET (inclui um coletor de chorume!)

Iniciado em 25/7, com previsão para terminar em 24/8. Devido ao visível atraso na decomposição dos materiais, o final do experimento foi adiado duas vezes, completando 50 dias em 12/9.

Apresentamos as imagens e uma discussão sobre o experimento, que foi repetido e finalizado em 12/10, com a correção de dois fatores: a granulometria e a proporção entre matéria orgânica seca e fresca.

Iniciado em 03/08 com previsão de finalização em 01/12/2020. A primeira etapa foi concluída em 02/10/2020.

Essa pilha de compostagem foi feita sem impermeabilização do solo e consequentemente sem permitir a captação do biochorume. Assim que possível, tentaremos reproduzir este sistema apresentado pelo pessoal do IFSC Câmpus Garopaba: https://www.youtube.com/watch?v=DyN7vmfdi2g

4. Composteira com baldes plásticos (inclui coletor de biochorume)

Entrou em operação em 05/10/2020.

Participação especial: Hermetia illucens (mosca soldado negra)

Essa aqui ganhou uma arte da Luana Reis Lima, deixando a composteira mais bonita no meio da cozinha.

Dicas gerais para a compostagem doméstica

Como existem muitas possibilidades para realizar a compostagem doméstica é preciso escolher aquela que melhor se adapta à sua situação. Vale a pena destacar que é possível reutilizar embalagens e outros materiais que seriam descartados para separar os restos orgânicos na cozinha e até para montar composteiras.

O primeiro passo na prática da compostagem é a separação dos resíduos orgânicos já na cozinha. Qualquer pote plástico com tampa serve, o tamanho precisa apenas ser adequado à produção dos resíduos. Quando separamos os resíduos compostáveis e o lixo reciclável percebemos uma diminuição muito grande na quantidade de lixo que destinamos à coleta comum.

O material orgânico seco, usado para cobrir o material orgânico fresco, pode ser obtido em quintais, praças públicas, serralherias ou marcenarias (nestes casos é importante que a serragem não seja proveniente de madeira tratada quimicamente).

Para otimizar o processo de compostagem, a granulometria (tamanho dos resíduos) deve estar entre 1 e 5 cm. Para isso o ideal é utilizar uma tesoura para picotar, por exemplo, cascas de banana. Resíduos muito grandes demoram mais para serem decompostos pois oferecem menos área de ação para os microrganismos. Por outro lado, resíduos muito pequenos dificultam a aeração e favorecem a decomposição anaeróbica.

Para evitar visitantes indesejados, é importante não utilizar restos de carnes e laticínios. Não porque não sejam compostáveis, mas porque muito provavelmente vão atrair ratos e moscas, que são vetores de doenças.

Créditos

Texto e fotos: Luca Hermes Pusceddu (Educativo, CienTec/USP) - lhp@ib.usp.br

Autoria: Pusceddu, L. (2020) Faça sua própria composteira.

Créditos detalhados

Texto e fotos: Luca Hermes Pusceddu - lhp@ib.usp.br