Sedimentos Bioquímicos: Estromatólitos

Estromatólito em frente ao Museu de Meteorologia. Foto: Luca Hermes Pusceddu.

Do grego, “stroma”, que significa colchão, e “lithos”, que quer dizer pedra, os estromatólitos são fósseis vivos que significam, literalmente, “rocha em camadas”. No Parque CienTec da USP, um exemplar pode ser encontrado em frente ao Museu de Meteorologia, logo no fim da Alameda do Sistema Solar.

Os estromatólitos são estruturas rochosas construídas por colônias de organismos microscópicos fotossintetizantes chamados cianobactérias. À medida que sedimentos se acumulam em águas rasas, as bactérias crescem sobre eles, se associando às partículas sedimentares e construindo camadas milimétricas umas sobre as outras até se tornarem montículos.

O domínio destes organismos representou o papel mais importante na história da Terra. Eles foram responsáveis pelo processo de oxigenação do planeta. Usando o Sol para obter energia, produziram oxigênio através da fotossíntese e aumentaram o volume de oxigênio na atmosfera do planeta para cerca de 20%, permitindo à vida evoluir.

Estromatólitos vivos são encontrados apenas em algumas lagoas salgadas ou baías ao redor do mundo. A Austrália é internacionalmente reconhecida por sua variedade de habitats de estromatólitos, tanto vivos quanto fossilizados. Para sobreviver, os estromatólitos precisavam de água altamente salina que restringia outras formas de vida marinha concorrentes.

Fósseis dos primeiros estromatólitos conhecidos, com cerca de 3,5 bilhões de anos, são encontrados perto de Marble Bar, na região de Pilbara, Austrália. Como a Terra tem uma idade estimada de 4,5 bilhões de anos, é impressionante perceber que podemos testemunhar como o mundo se parecia no início dos tempos, quando os continentes estavam se formando.

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Autoria: Santana, M. (2021) Sedimentos Bioquímicos: Estromatólitos.